OFERTA DE PORTES PARA PORTUGAL CONTINENTAL NA COMPRA DE 1 CAIXA
  • MAÇANITA VINHOS - DOURO

MAÇANITA VINHOS - DOURO

Preço sob consulta  

VISITAR SITE

O primeiro contacto com o Douro aconteceu em 2006. António esteve três anos a fazer consultoria na Quinta do Condoso, vinhos que nunca chegaram a ver a luz do dia, pois o produtor abandonou o projecto. Porém, fo-ram três anos a trabalhar nesses vinhos e simultaneamente a ressuscitar a Cooperativa de Lagos, no Algarve, com a sua sócia também enóloga Cláudia Favinha. É nesta altura, em que António viaja entre Sul e Norte que a irmã, Joana Maçanita começa a dar apoio na consultoria no Douro. Se por um lado no Douro havia quem abandonasse planos, no Algarve a revolução arrancava. António Maçanita e Cláudia Favinha foram agitar a cooperativa com métodos que não agradavam a todos - como deitar ao lixo as uvas que não estavam boas para a vinificação - e até motins acabaram por desencadear no barlavento algarvio. Porém, foi graças ao trabalho pouco consensual do enólogo que o Algarve voltou a entrar nos conceituados guias de João Paulo Martins, após 10 anos de ausência. Foi também ele, fascinado por castas discriminadas e diversidade gené-tica, quem engarrafou a primeira Negra Mole, uma casta autóctone, única no mundo e classificada como a segunda mais antiga do país. Em 2010, porém, João Alves, da Quinta João Clara, que António Maçanita acompanhava no Algarve, faleceu e aos poucos, ele foi-se desligando pessoalmente da região, ficando a ser acompanhada por Cláudia Favinha e mais tarde por Joana Maçnaita, o que acabou por lhe dar tempo para regressar ao Douro, em 2011 e iniciar um projeto com a irmã. Os vinhos são feitos a quatro mãos, mas al-guns, apesar de produzidos em conjunto, refletem as preferências, manias ou visões pessoais de cada um. É o caso, por exemplo, do Gouveio by Joaninha, um vinho fresco a mineral de vinhas plantadas a 700 metros de altitude. Já o Malvasia Fina, by António, de vinhas plantadas na mesma altitude e vila, a Vila de Poiares, é um vinho obscuro, e que abraça a tendência para a oxidação própria desta casta. “Provar os nossos vinhos é descobrir um outro Douro”, explica António, “seja um Maçanita Branco que faz uma média da região, com vinhas velhas e novas ou As Olgas, um vinho feito a partir de uma vinha com quase 100 anos.” Hoje, as vinhas do projeto Maçanita estão distribuídas pelas três sub-regiões do Douro. No Baixo Corgo, estão plantadas a Malvasia Fina, o Viosinho e o Gouveio. No Douro Superior a Códega do Larinho. As tintas estão no Cima Corgo, perto do Pinhão, com a Touriga Nacional, o Sousão e uma parcela de vinhas velhas com mais de 80 anos. Os vinhos da Maçanita Vinhos são assim o reflexo da diversidade do terroir duriense, que expressa a própria personalidade de cada um dos irmãos. A adega do Douro produz hoje 70.000 garrafas anualmente.

×